Por algum motivo me pedem sempre paciência
Não que eu não saiba esperar , espero até de mais e acabo sendo esquecida
Deve ser parte da minha calma. Parte a qual te acalma.
Sabes melhor que muita gente como estou, como me sinto pois a ti eu não minto
Deve ser o único a quem digo que preciso de colo ou que estou afim de trepar
hauahau Deve ser por demais difícil ser meu amigo se te conto tudo de mim
Mas é o meu jeito de ser e não gosto de mentiras. Nem amenidades...
Mas como o dia pede, falaremos do tempo....
Hoje o dia começou com Sol, a tarde chuvas com trovoadas e a noite será que me reserva um arco-iris? ahuaahauh
quinta-feira, outubro 11, 2007
Esqueça

Esqueça de mim, esqueça do calor de meus beijos
De como o meu cabelo macio acaricia teu rosto, teu peito...
De cada curva que te faz suspirar, esqueça...
Não lembre do carinho em cada gesto,
Nem de como te toco... como gosto de te tocar...
Esqueça minhas mordidas, meu gosto, meu gozo.
Esqueça que por muito tempo espero por ti.
Deixe o tempo passar e esqueça o tom da minha voz
Dissolva te tua memória meus poemas e sonhos sem fim
Esqueça do que sente por mim e especialmente o que sinto por ti....
Esqueça de se lembrar de mim, esqueça que um dia me teve, que me desejou
Esqueça de tudo, menos que um dia amou a mim.
quarta-feira, outubro 10, 2007
Essa Anjinha tem asas

As vezes me pego imaginando um futuro ainda envolto em brumas
Sonhos que se fazem cada vez mais reais, únicos, tangíveis.
No escuro da noite por onde vagam os sonhos procuro a tua voz
Os teus olhos, algo que me levem a ti,
Algo que me ponha a trilhar por seu caminho.
Que crie um momento no tempo e espaço para haver a chance
Aguardo o momento em que vou encontrar finalmente
Na alegria do teu olhar a minha felicidade.
Na curva do teu sorriso o meu caminho;
No teu coração o meu lar.
terça-feira, outubro 02, 2007
segunda-feira, outubro 01, 2007
Mundo das Idéias
Não sei se haveria espaço para recomeçar, mas creio nas possibilidades.
Outro dia estava chovendo e eu a pensar... pensava se seria certo lutar, persistir.
Existem momentos em que não sei mais o que é certo, quando fico triste sem saber em que batalha me encontro, onde e por que lutar.
Tento ser mais objetiva e encontro barreiras em minhas decisões por acharem que trarei problemas e não inovações. Sei que o que quero fazer não é errado e peço por ajuda para realizar esse projeto. Creio que minhas idéias podem trazer mais oportunidades e gerar melhor concorrencia, mais atividades, mais alegrias, e é claro lucro, porém preciso que minhas idéias sejam realizadas.... nem tudo é festa não é?
Por isso procuro amigos, procuro alguem que possa criar, expandir... alterar, aprimorar... Mas essa busca por parcerias amigos e pessoas que possam ajudar mostra quem realmente é amigo, quem faz quando se pede algo e quem so faz se sair no lucro... Agora vejo quem está no meu lado e quem so quer vantagens... procuro novos horizontes, novos amigos...
Outro dia estava chovendo e eu a pensar... pensava se seria certo lutar, persistir.
Existem momentos em que não sei mais o que é certo, quando fico triste sem saber em que batalha me encontro, onde e por que lutar.
Tento ser mais objetiva e encontro barreiras em minhas decisões por acharem que trarei problemas e não inovações. Sei que o que quero fazer não é errado e peço por ajuda para realizar esse projeto. Creio que minhas idéias podem trazer mais oportunidades e gerar melhor concorrencia, mais atividades, mais alegrias, e é claro lucro, porém preciso que minhas idéias sejam realizadas.... nem tudo é festa não é?
Por isso procuro amigos, procuro alguem que possa criar, expandir... alterar, aprimorar... Mas essa busca por parcerias amigos e pessoas que possam ajudar mostra quem realmente é amigo, quem faz quando se pede algo e quem so faz se sair no lucro... Agora vejo quem está no meu lado e quem so quer vantagens... procuro novos horizontes, novos amigos...
Sinto Falta

Sinto a falta do teu riso;
Sinto falta do teu cheiro;
Sinto a falta que faz teu carinho...
Falta que faz, não te ter... Ah!
Estar sem ti me faz pensar...
Pensar em novas oportunidades
E como poderia ter sido diferente
Se você desse a mim a chance
Se eu desse a ti outra chance.
A vida segue por caminhos incertos e estou a procurar,
Procuro a segurança de estar com quem se ama;
Alguem que me ame, alguem que cuide de mim...
Será que alguém cuidará de bem tão bem quanto tu o fez...
E dará o carinho, o amor que um dia tu me deu?
quinta-feira, setembro 27, 2007
A metade

Sinto tantos desejos estranhos
quando te vejo tão sensual
olhar no fundo de teus olhos castanhos
e te fazer feliz de modo sem igual....
acariciar-te por inteira
dizer-te bobagens ao ouvido
deitar-te numa esteira
e me sentir totalmente envolvido...
Pois teu cheiro me desperta o olfato...
tua voz me comanda de forma aberta...
quando sinto a tua pele macia, de fato...
é como ter achado a metade que me completa...
(poesia de Ronilson Rocha)
Despertar

Existem motivos para se lutar
Motivos para se amar
e Motivos para esquecer.
Não creio que esquecer seja correto pois tudo o que ocorre é um aprendizado onde você deve levar de cada esperiência algo positivo, guardar uma boa memória. Vejo que levarei a lembrança de um amor solitário que apesar de distânte não se fez ausênte e sempre estava ali, morno e presente no dia a dia. Me guardando, protegendo e até mesmo ensinando algo novo, ou fazendo lembrar do que já esqueci.
Esqueci de observar que certas coisas que me entristecem e magoam estavam juntas de várias mentiras. Deixei que fantasmas e pensamentos ruins guiassem minha dor, escutando labios mentirosos eu me deixei levar por ditos que não eram precisos.
Sei que ainda te amo porém um dia, até o dia acaba. E o sonho que não se fez real, talvés por falta de tempo, ou oportunidade que ainda mora na memória um dia se transforma em outros sonhos mais concretos.
Queria a certeza do que sente por mim, que não sou um joguete mas sim alguém com quem quizesse estar. Alguém por quem sentisse algo ...
Verdades devem ser ditas para que mentiras não turvem, não dirtorçam nem criem um véu entre a realidade. Para que realmente hava uma oportunidade. Porém esse tempo onde caberia falar acabou e agora resta o silêncio...
Acabo de despertar do sonho que era te amar para a realidade de viver vai demorar para te esquecer, pois cuidou demim e me deu carinho, como me cativou estou eternamente em divida por me cativar manterá você sempre no meu coração...
Nunca esquecerei você.
quarta-feira, setembro 26, 2007
Duvidas

O que é amar agora?
Amar é aguardar em silêncio o amado te reconhecer?
Sonhar que um dia venha para ti aquele que polue os teus sonhos?
Ou acreditar que as suas fantasias possam um dia se tornar reais?
O que é essa espera, essa loucura? Aguardo por ti?
Por uma decisão ou momento de lucidez onde se dê conta...
Do que sinto, ou, que sinta o mesmo por mim??
Amar é sofrer docemente na incerteza de outro
É ver a vida com esperança e argume
Sentir o sentido e racionalizar
Compreender que não depende somente de mim
Que para realizar Amor plenamente há o outro
E independentemente da vaidade e desejo
Será que em amar pode caber...
Ocultar obscuros segredos, afetações, sonhos
Agradar na esperança de obter afeto, carinho;
Quem sabe um dia despertar amor em teu coração
Que o amor é simples se ambos se derem a chance
Se ambos forem livres para viver-lo,
Um amor sem barreiras e coberto de certeza
Será que isso existe realmente ou faz parte dos devaneios
Sonhos insanos onde existem contos de fadas;
Onde há espaço para um final feliz, para eu e você.
Quero acreditar em meus sonhos e ter um destino certo... você.
terça-feira, setembro 25, 2007
Olhar

Olhar
Sofrer ao Luar
inútil dor que se aprofunda
Na imensidão azul do Luar
Luar que não prescreve,
Luz do teu olhar que anula o meu pensar
quero me afogar no azul do teu olhar
Doce Lua esconda a tua face
pois meu amor anda sob o luar
Esconde-te para que o olhar de meu amor
não possa ofuscar tua beleza
Amor, não prenda o seu olhar no meu
Amor, não prenda o seu olhar no meu
Pois no oceano do teu olhar temoirei me afogar
Me prendi na imensidão do teu olhar já não sei como escapar
Seu olhar levou de mim a pureza a tristeza e o pesar
Vivo agora na luz que clareia o meu caminhoa Luz do teu olhar.
Magdalena de Salle 2003.(psedônimo)
Patrícia Schmidt Rodrigues
sexta-feira, setembro 14, 2007
Amor Platônico
Você pensa que amor Platônico é ficar apenas desejando aquela(e) garota(o) linda(o) da escola que você sabe que nunca vai botar as mãos? Pense novamente. Após a leitura deste artigo, você nunca mais vai encarar o amor da mesma forma.
Entrevista com Renée Weber, por Scott Minners, extraída do livro A visão espiritual da relação Homem & Mulher; Ed. Teosófica
Todos já ouvimos falar de amor platônico e presumimos que ele está relacionado com a filosofia de Platão. O que é isso, exatamente?
O amor platônico é o mais incompreendido de todos os conceitos de Platão. As pessoas, que em sua maioria não conhecem a obra de Platão, pensam que amor platônico significa amor ascético ou assexuado. Isso não é verdade. Em O Banquete, Platão apresenta o amor sexual como um ato natural, mas com raízes infinitamente mais profundas.
No pensamento de Platão existe um princípio cósmico sobre o amor?
Sim. Para Platão o amor é um princípio cósmico. Ele afirmou que o amor é uma escada com sete degraus, que vão do amor por uma pessoa até o amor pelas realidades superiores do universo. Todo o livro O Banquete, sua mais importante obra sobre esse assunto, é dedicado ao amor em seus diversos aspectos. Ele diz que, mesmo que eu me apaixone por uma pessoa, atraído por qualidades, fixar-me exclusivamente nessa pessoa é permanecer no primeiro degrau de uma escada que possui muitos outros.
O passo inicial nessa escada, para a maioria das pessoas, ocorre através do amor físico. Platão diz que o ser humano busca a imortalidade através da pessoa amada, por meio da procriação. Entretanto, fixar-se nesse primeiro degrau é permanecer parado, em comparação a tudo o que uma pessoa pode vir a ser.
Isso não quer dizer que Platão negue o corpo ou o amor físico. Ele apenas afirma que, se eu deixar de ampliar esse relacionamento e não subir até os outros seis degraus, vou permanecer estagnado. Os passos seguintes são um desdobramento natural da condição humana.
Aonde mais o amor pode levar? Como ele pode crescer até dimensões maiores?
O diálogo completo de O Banquete é a resposta de Platão a essa pergunta. No livro, diversas figuras da sociedade ateniense estão reunidas discutindo a natureza, o sentido e as implicações do amor. Elas fazem várias descrições de amor, todas unilaterais, embora não falsas, até chegar a vez de Sócrates. Uma das pessoas disse que o amor nos faz adotar atitudes nobres para sermos merecedores do amado. Outra afirmou que o amor é uma espécie de frenesi e loucura, e outros, como Aristófanes, classificaram-no como a busca da nossa outra metade.
Você poderia perguntar como é que a nossa "outra metade" se extravia. Segundo Platão, Aristófanes disse que todos as pessoas têm corpos duplos e dupla face. Haveria três tipos de humanos no mundo. Na figura homem/homem, o corpo todo era formado por figuras masculinas. Um outro tipo seria composto por elementos femininos, e por último haveria o masculino/feminino.
Seria um ser andrógino?
Sim, uma figura andrógina, com uma metade feminina e outra masculina. Trata-se, na verdade, de uma fábula, um mito encantador, destinado a revelar um ponto muito profundo. Segundo Aristófanes, esses seres duplos cometeram transgressões contra os deuses; como castigo, foram divididos ao meio. Sob essa perspectiva, o amor é literalmente a busca da outra metade.
Essa fábula tem implicações muito abrangentes em termos da metafísica e da ética de Platão. É um outro modo de afirmar que não somos seres completos, e que os movimentos do amor são uma busca de complemento.
Platão diz que o amor "é uma loucura que é dádiva divina, fonte das principais bênçãos concedidas ao homem."
Exatamente. Ele tem uma visão muito exaltada do amor entre os sexos e, na verdade, não quer que subestimemos o seu alcance e significado. Acho que ele emprega o termo loucura para se referir ao primeiro degrau, porque, sob a influência da paixão física, perdemos de vista perspectivas e prioridades. A alma anseia tanto pelo contato com a outra pessoa que perde o juízo.
Quando você está apaixonado, é como se o universo estivesse concentrado na outra pessoa. Isso não é necessariamente falso. Platão diz que, em certo sentido, o universo realmente está nessa pessoa. Você só precisa transformar essa dimensão e ver não apenas a pessoa, mas o universo nela.
Mas, no primeiro nível da escada, esse seria apenas um tipo de amor com motivação pura ou incluiria também uma relação amorosa normal, com suas doses de motivação egoísta?
Essa é uma pergunta vital para compreender a ótica de Platão sobre o amor. Tudo o que ele disse em O Banquete - ao amar uma pessoa você está amando o universo e vice-versa - relaciona-se ao amor genuíno, sem egoísmo. Ele jamais apóia o relacionamento físico apenas como meio de obter prazer.
Seria correto dizer que, para Platão, o relacionamento sexual significa mais que um impulso instintivo, porque poderia colocar a pessoa na senda do amor autotranscendente?
Sim, mas com a ressalva que você acabou de levantar: desde que seja uma paixão genuína, carinhosa e abnegada. Em todos os diálogos de Platão, o uso do outro simplesmente para uma gratificação egoísta se dissocia dessa senda; é uma cilada, um perigo, não é amor e não levará a lugar algum.
O amor platônico é tão amplo e universal que, embora comece como amor pela forma bela, termina como o amor pela própria beleza, um princípio eterno do universo. Você é levado, de um modo muito natural, a perceber que todas as formas belas são dignas de amor, se torna sensível a todas elas. Platão emprega constantemente o termo beleza; a beleza das idéias toma-se tão ou mais real que a beleza física.
Ao universalizar o conceito de beleza manifestada na forma, Platão a vincula ao amor?
Amor e beleza estão ligados. Você vê beleza quando está amando. À medida que progride, você sente por todas as formas belas a espécie de exaltação que experimentou quando se apaixonou pela primeira vez. Quando permite que o amor o leve para a frente, você sai do particular em direção ao múltiplo.
Em seguida, você vê que a beleza da mente é mais maravilhosa que a beleza da forma. Platão afirma que você se apaixona pela qualidade da mente de uma pessoa mesmo que sua forma física não seja tão graciosa. Essa é uma progressão do concreto para o imaterial, sob a influência e inspiração do amor.
Esse é o passo número dois?
Não. O passo número dois é amar todas as formas físicas belas. O terceiro passo é amar a beleza da mente, independente da forma física à qual ela está associada.
E qual é o passo seguinte?
O quarto passo da escada do amor é a ética - o amor pelas práticas belas. Envolve integridade, justiça, bondade, consideração - características que também contêm beleza e impelem ao amor. É um passo mais abrangente e universal. Ele conduz ao degrau número cinco, que é o amor pelas instituições belas.
Esse quinto estágio diz respeito ao modo como a sociedade funciona quando suas instituições estão em equilíbrio e harmonia. Trata-se de amor pelo governo, pela cultura e por tudo que a obra A Republica cita como exemplo de instituições belas. O bem comum é o interesse primordial, não o bem do indivíduo, do núcleo familiar ou mesmo da pequena comunidade.
Desse ponto, a alma ascende para o sexto degrau da escada do amor. Ele é uma curva gigantesca para o alto, em direção ao universal e ao abstrato. A isso Platão chama "ciência", ou seja, conhecimento e compreensão. No sexto passo você se apaixona pela ciência, que articula não só as leis que governam o indivíduo, a família e a sociedade, mas algo que transcende o meio local. A beleza da ciência é universal, como o Teorema de Pitágoras.
Ou como a biologia da Terra?
Exatamente. E como o universo de Einstein, que inclui o cosmo inteiro. A ciência apresenta beleza, harmonia e ordem. Você pode se apaixonar por isso tão profundamente quanto por um homem ou por uma mulher. Os grandes cientistas como Einstein, Kepler, Galileu e Newton afirmaram que, ao articularem as leis do universo, estavam estudando a lógica, a ordem e a beleza da mente de Deus.
Giordano Bruno, filósofo e cosmólogo executado pela Inquisição em l600, preferiu ser queimado na fogueira a negar seu insight científico de um universo infinito e interligado. Ele manifestou uma paixão tão profunda pelas leis do universo que defendeu sua visão assim como um homem defenderia a mulher amada de uma agressão. Preferiu a morte à negação desse amor. Isso é amor verdadeiro.
E o sétimo degrau?
Sócrates fala sobre ele em O Banquete. Você sabe que algo importante está para ser dito quando ele começa a falar, alegando que aprendeu tudo com uma sacerdotisa sagrada chamada Diotima. Nesse ponto, Platão prepara a audiência para esperar algo importante e profundo, e não nos desaponta.
Diotima afirma existirem os mistérios menores e maiores do amor. Os mistérios menores são os quatro primeiros degraus. Mas, ao explicar como ascendemos na escada, ela se detém; há uma espécie de momento solene no discurso. Ela diz a Sócrates: "Esforça-te, por favor, por estar o mais atento possível."
Sempre que um personagem de Platão diz isso, você sabe que ele vai articular um ensinamento esotérico. É um momento cercado de grande solenidade, onde o autor chama a atenção para algo importante.
Os mistérios maiores do amor (os degraus cinco, seis e sete) evoluem na direção da visão universal. Diotima afirma que, entre os passos seis e sete, passamos quase imperceptivelmente do mundano para as realidades superiores do universo. Platão emprega a palavra subitamente. Depois de passarmos por todos os degraus, ocorre, no sétimo passo, uma diferença de gradação; subitamente você vê não a manifestação da beleza, mas a beleza em si. Esse é o ponto alto dos sagrados mistérios. O amor se expressa como a manifestação eterna da beleza em si. Você se apaixona pela essência que torna belas todas as coisas.
Segundo o discurso de Diotima, em O Banquete, "apenas em tal comunhão, mirando a beleza com os olhos da mente, o homem será capaz de suscitar não projeções de beleza, mas realidades (pois ele entronizou não uma imagem, mas uma realidade), produzindo e nutrindo a verdadeira virtude para tornar-se o amigo de Deus, um ser imortal."
Isso soa como um contato visionário com uma realidade ou verdade suprema.
É uma espécie de visão. É como ver o sol na alegoria da caverna, em A República. Depois de viver de costas para o sol e ver apenas sombras na parede, subitamente você vê a luz! É uma fusão com a forma amada, a integralidade; é uma espécie de imortalidade.
O amor mundano e físico é o início da busca da totalidade. O final é a visão do que está por trás do universo, do que o faz girar. Portanto, no sétimo degrau da escada do amor, apaixonar-se é unir-se à origem do ser. É uma espécie de doutrina mística do amor, e esse é o amor platônico. Trata-se de um ponto de vista comovente e inspirador, que transcende enormemente a idéia de ficar de mãos dadas com alguém.
Platão diria que o amor está no centro da vida universal?
Sim. Em O Fedro, ele utiliza uma outra metáfora para mostrar essa mesma idéia de amor, oscilando entre o mortal e o imortal, entre o específico e o universal, entre o concreto e o abstrato. Nessa obra, os amantes são impelidos a buscar regiões mais elevadas, formas mais puras de amor. Por isso, criam asas. As asas permitem que eles voem até a borda do universo, onde eles vêem as formas eternas, ou seja, a essência das coisas temporais.
Em seguida Platão expõe outra metáfora: a da carruagem puxada por dois cavalos, um branco e outro negro. O garanhão negro representa o amor egoísta, quando uma pessoa usa a outra para a autogratificação. Uma pessoa comandada pelo cavalo negro clama pela satisfação imediata dos seus desejos, sempre orientada pelo egoísmo. Se esse garanhão sombrio governa, ele perturba o equilíbrio da manada. Esse tipo de amor não conduz ao amor universal.
São afirmações como essas que revelam a tendência ascética de Platão. Ele adverte contra o tipo de amor excessivo, desequilibrado e autocentrado. Isso não é amor, em absoluto; é apenas amor-próprio. Mas se a pessoa ama verdadeiramente, o cavalo branco ajuda a governar, de forma que todo o grupo - o cavalo branco, o cavalo negro e o cocheiro - possa ascender em direção à "borda do céu" e visualizar as verdades eternas. O cavalo branco fornece equilíbrio com seu bom senso, integridade, altruísmo e interesse pelo outro.
O cavalo negro seria um símbolo dos sentidos físicos, enquanto o branco seria aquilo que está além dos sentidos?
Essa é a idéia, em termos gerais.
E o condutor do grupo? O que ele simboliza?
Ele representa a alma e a visão da alma, o bom senso, a pureza, o desejar espiritual. O amor pode ser a própria carruagem, o veículo para nos conduzir a uma nova dimensão do ser e proporcionar vislumbres de outros estados de consciência, no próprio ato do amor.
Atualmente poderíamos dizer que Platão sustenta uma união sexual intensa e profunda como a antecipação do êxtase da união com a realidade espiritual divina que está por trás do universo. É a imortalidade do homem simples. É uma manifestação, mesmo que reduzida, da união divina. Por isso, os seres humanos certamente valorizam a experiência do amor e do sexo. Por meio de um amor sexual intenso, cada um de nós experimenta por breves momentos a autotranscendência e a abnegação.
No degrau número sete da escada, essa autotranscendência, que era breve e momentânea, transforma-se no estado natural onde passamos a habitar o tempo inteiro. O "eu" desapareceu no segundo plano. No primeiro plano passaram a brilhar as verdades eternas, o bem e a beleza, entendidos como indissolúveis e evidentes para a alma capaz de vê-los.
Referência: Eros, a Força do Amor na Paideia de Platão
fonte: http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2005/04/amor_platonico.html
postado 04 de abril de 2005 - encontrado dia 14 de setembro de 2007
sábado, março 17, 2007
sábado, dezembro 23, 2006

" Vós sábios de elevada e profunda ciência
Vós que meditais e que sabeis
Quando e onde e como tudo se vive:
Por que todo esse amor e essas carícias?
Vós, grandes sábios, dizei-me!
Revelai-me o que sinto
Revelai-me onde, como , quando
E por que tais coisas me sucederam"
(Bunger) ( do livro" Metafísica do amor", Schopenhauer)
terça-feira, novembro 28, 2006
Dentro de meu corpo

DENTRO DO MEU CORPO
(Maria Hilda de J. Alão)
Nos meus bicos a quente língua brinca,
E nas tuas costas cravo as unhas,
Cerro os lábios para reter o grito
Da explosão do prazer no meu ventre...
E dentro do meu corpo a alma dança
Frenética, o bailado do gozo divinal,
E nas tuas espáduas cravadas, as unhas
Penetram fundo o mar do teu cio...
Cio másculo que, em pecados, me perde,
Que me lança em leito de brasa viva,
E a boca, viajando entre os meus seios,
Não aplaca, aumenta os meus anseios...
Tempestade que me varre as entranhas,
Sussurros e gemidos já não estranhas,
E para ouvi-los mais e mais altos,
Feres-me com musculosa espada...
06/03/03
quinta-feira, novembro 23, 2006
Die for you
"I know I shouldnt love you
There's just too much to fake
But you see me, and I feel you
And I am not afraidI'm not afraid"
There's just too much to fake
But you see me, and I feel you
And I am not afraidI'm not afraid"
terça-feira, novembro 21, 2006
You've Got A Way

You've got a way with me
Somehow you got me to believe
In everything that I could be
I've gotta say--you really got a way
You've got a way it seems
You gave me faith to find my dreams
You'll never know just what that means
Can't you see... you got a way with me
It's in the way you want me
It's in the way you hold me
The way you show me just what Iove's made of
It's in the way we make love
You've got a way with words
You get me smiling even when it hurts
There's no way to measure what your love is worth
I can't believe the way you get through to me
(Shania Twain - You've Got A Way )
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